Sejam bem vindos !!!

domingo, 17 de janeiro de 2016

Os Vurdons (Vagões ciganos)



Originalmente os Romanichal (ciganos britânicos) viajavam a pé , ou com carroças puxadas por cavalos, sobre as quais dobravam galhos flexíveis, em forma de meio círculo, onde prendiam uma cobertura impermeável. Nem todos os grupos se deslocavam dessa forma, sendo que muitos nunca andaram de vurdon. Mas os Romanichal e os Sinti-Manush tornaram-se exímios fabricantes dos vurdon.

O grupo de ciganos Romanichal chegou as ilhas britânicas em 1500 d.c, mas somente  iniciaram as caravanas (a vida dentro dos vurdon) em 1850.
Os vagões foram utilizados pela primeira vez como forma de alojamento, na França em 1810 por ciganos Sinti- Manush que trabalhavam como circenses.
Estes vagões foram chamados de vardo na lingua Romani (originário da palavra vurdon do iraniano).

Não há simbolo Romani (cigano) mais emblemático ou reconhecível do que um vurdon utilizado ainda hoje por ciganos do grupo Romanichal.
A construção de um vurdon levava em média de seis meses a um ano e podia ser feito de uma variedade de madeiras incluindo carvalho, freixo,olmo, cedro e pinho na sua construção.

Existem seis tipos de vurdon que diferem na forma, tamanho, no posicionamento das rodas,da cobertura, etc. vejamos como eles eram construídos:

Vurdon Burton
Originalmente o vagão Burton  possuía rodas pequenas, que não era adequado para utilização fora da estrada. Possuía esse nome, pelo fato de ter sido construído na cidade de Burton, na província de British Columbia.

Vurdon Vassoura
O vagão vassoura tinha características distintas: uma meia porta com persianas de vidro, localizadas na parte de trás, e não tinha claraboia no telhado. O exterior era equipado por prateleiras que permitiam aos ciganos transportar itens comerciais, como vassouras, escovas,cadeiras de vime e cestas que eram vendidas em cada cidade que passava.

Vurdon Reading
Ele data de 1870 e leva esse nome, pois é o nome do construtor "Dauton and Sons of Reading". Este foi altamente valorizado pelos ciganos pela sua concepção estética, beleza e praticidade para cruzar lugares rasos dos rios,e terrenos acidentados.
O vurdon Reading tinha quase 3 metros e meio de comprimento, uma varanda na frente e nos fundos. As rodas traseiras de 18 polegadas maiores do que as da frente, possuía cabeças de leão e gárgulas esculpidas nos acabamentos e pintadas com pó de ouro.

Vurdon Elevado
O desenho caracteristico de ampla extremidade fazia com que esse vurdon fosse chamado de casa de campo, pois tinha uma estrutura mais robusta, com sala de estar, teto abobadado, 4 metros de altura, varanda em cada extremidade, sendo que o telhado da varanda era apoiado em suportes de ferro e as paredes altamente ornamentadas com arabescos e esculturas.

Vurdon Frente Alta
Construído com base na concepção do vurdon elevado , este era significativamente mais leve e menos propenso a virar com um vento forte. O projeto incorporou uma capota de lona leve , apoiado por uma estrutura de madeira (esta pintada de verde, para ser menos perceptível na floresta).

Vurdon Muito Aberto
Quase idêntico em tamanho e construção ao vurdon frente alta,este contava com o mesmo desenho mas com uma cortina no lugar da porta de outros vagões. A entrada do vagão era coberta apenas com uma cortina de pano.

A decoração dos vurdons
Os vurdons eram decorados por entalhes feitos à mão e ricamente pintados com simbolos tradicionais ciganos, tais como incluindo cavalos, pássaros, leões, flores e aplicação de latonagem em folhas de ouro.


Fonte : http://www.embaixadacigana.org.br/cultura_identidade.htm#vurdon

segunda-feira, 31 de março de 2014

Wagon gipsys e seus interiores









                                                                                                                                                                               
                                                                                                                             














                                                                                                                                                                 



















quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A Lua para os ciganos



Para o Povo Cigano, a Lua Cheia é o maior elo de ligação com o “sagrado”, quando são realizados mensalmente os grandes festivais de consagração, imantação e reverenciação à grande “madrinha”. 

As celebrações da Lua Cheia acontecem todos os meses em torno das fogueiras acesas, do vinho e das comidas, com danças e orações. Também para os Ciganos tudo é vida, é“maktub” (está escrito nas estrelas), por isso são atentos observadores do céu e verdadeiros adoradores dos astros e dos sidéreos. 

Os ciganos praticam a Astrologia da Mãe Terra respeitando e festejando seus ciclos naturais através dos quais desenvolvem poderes verdadeiramente mágicos.

Para os Ciganos no plano mental a lua representa nosso inconsciente e as nossas emoções. Cada uma destas fases influencia nossa sensibilidade, nossa disposição e, portanto nossas atividades. 

As fases da lua são muito importantes na magia cigana, como em qualquer outra magia, portanto devemos respeitar as forças da natureza.

 Lua Nova – é o momento da germinação, na busca de novos caminhos. Ficamos mais introspectivos e indecisos. Não é um bom momento para tomarmos decisões. É a época de deixarmos amadurecer nossos propósitos e ideais.



 Lua Crescente – nossas idéias e emoções tornam-se pouco a pouco, mais claras. Ficamos mais objetivos. É o momento de colocarmos em prática o que planejamos. Tornamo-nos mais sociáveis.

 Lua Cheia – simboliza a plenitude. Ficamos mais receptivos.Nosso inconsciente aflora mais facilmente. Tudo que planejamos chega ao seu nível máximo de potencialidade.




 Lua Minguante – este é o período de avaliação daquilo que foi feito. É o momento de terminar tudo que foi iniciado nos ciclos interiores. Ficamos extremamente sensíveis.

Fonte :ciganocurandeiro.blogspot.com/                  

sábado, 10 de agosto de 2013

A ASTROLOGIA DOS CIGANOS


Os ciganos carregam em si magias e mistérios que ultrapassam os limites do tempo. Criam suas próprias leis, amam a natureza, exaltam as criaturas divinas e acreditam num Deus poderoso, soberano, bondoso e justo. 

Com a peregrinação pelo mundo afora, muitas lendas se teceram em volta de suas histórias, porém, sabemos que eles precisavam cultuar hábitos e crenças próprias que estivessem intimamente ligadas ao seu cotidiano e ao meio em que pertenciam.

Os ciganos, como todos os povos da terra, amam a Deus. E através da observação das estrelas criaram sua astrologia pouco ou nada divulgada aqui no ocidente. 

Como a astrologia dos caldeus, a dos ciganos tem também doze signos. Cada um deles tem sua características, planetas regentes, influência e lendas,determinam características de personalidade e regem algumas datas específicas que se repetem todos os anos.

Para eles a "Astrologia Cigana" não é uma ciência, como a Astronomia mas pode revelar de forma mágica os mistérios do mundo dos humanos.


Foi criada por KAKUS, ( Feiticeiros) ciganos em suas caminhadas pelas estradas banhadas de luar e pelas lendas vindas da Índia e também das passagens deste povo pela Babilônia e pelo Egito.
Os gregos foram os primeiros a traçar horóscopos individuais, tendo por base a posição dos planetas. Em sua estada na Grécia, os ciganos, sempre ligados em assuntos místicos, aprenderam algo desta técnica e aprimoraram de acordo com o que acreditavam.

Cores, metais, pedras, plantas, perfumes e animais foram ligados a cada signo, e claro, os quatro Elementos, terra, água, fogo e ar que para os ciganos mostram as características de cada pessoa.

Os ciganos, como todos os povos místicos, levam a sério a astrologia. Procuram conhecer as leis dos céus e suas regras. Os ciganos, os caldeus, os magos e pensadores antigos buscavam encontrar respostas para usar em seu próprio beneficio. Os ciganos usam até hoje estes conhecimentos da Astrologia em suas negociações, nos oráculos e claro, nos seus Rituais.


Os ciganos não vivem e não fazem nada sem olhar para o céu e ver como está a Lua. Cada fase é indicada para resolução de um problema, de uma doença, enfim, para tudo os Ciganos usam os conhecimentos de Astrologia e dos quatro elementos.

Os ciganos chamam a constelação do hemisfério norte de caçarola até hoje. Na idade média e para os ciganos Kalderach, ela se chama a carruagem. Os antigos gregos a chamaram de Ursa Maior. Assim, os nomes para as constelações e os signos zodiacais podem mudar de povo para povo.

Toda astrologia antiga acreditava também na força dos quatro elementos: fogo, ar, água e terra e para os ciganos esses elementos são as representações máximas do Universo e as suas criações, por isso os signos ciganos estão intimamente ligados a esses elementos, sendo que os mesmos mostram também as características de cada pessoa. 

Cores, metais, pedras, plantas, perfumes e animais foram ligados a cada signo.
Muitos povos viu as constelações de modo diferente e deu nomes aos signos de acordo com o que acreditavam ou sabiam.


Desde os tempos antigos que cada um dos 12 signos está ligado a uma parte do corpo. O primeiro signo, Áries/Punhal, está associado à cabeça e o último signo, Peixes/Capela, está ligado aos pés. Os outros signos nos ligam a outras partes do corpo. Nos tempos primitivos, a astrologia estava ligada à medicina.

A astrologia cigana hoje é estudada como um caminho de auto conhecimento, para entender os bloqueios que nós geramos, as pré-disposições que trazemos. Com estas informações compreendemos a nós e o próximo, gerando relacionamentos harmoniosos nas nossas vidas.


Para os ciganos os signos eram chamados por nomes um tanto diferentes: Punhal, Coroa, Candeias, Roda, Estrela, Sino, Moeda, Adaga, Machado, Ferradura, Taça e Capelas. Esses doze signos ciganos correspondem aos doze signos do zodíaco e carregam em si a magia de um povo que acredita na vida com alegria. Os ciganos sempre foram ligados em quiromancia e muitas outras formas de adivinhação e magia. Usavam esses caminhos para se conectar com as forças superiores e receber as mensagens dos deuses.

Por ser uma cultura passada de geração em geração através da palavra falada e não da escrita, não existe ainda até os dias de hoje registros concretos sobre as origens e descobertas da astrologia cigana, assim como a própria origem deste povo também.







sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A magia da canela

       Cinnamon with a red ribbon, isolated white background sucks Stock Photo - 9495161




A canela é uma erva maravilhosa para amor, dinheiro e sucesso. 

Faça um saquinho verde ou dourado e encha com canela e use como um amuleto de cura, dinheiro e sucesso.

Pode  fazer também um saquinho roxo cheio de canela para ser usado para aumentar suas forças mágicas e ou poderes psíquicos. 

Também pode confeccionar um saquinho rosa ou vermelho cheio de canela para atrair o amor ou paixão.

Outra opção é fazer um saquinho branco cheio de canela para aumentar sua espiritualidade e conferir proteção.

sábado, 13 de outubro de 2012

FELIZ DIA DA CRIANÇA CIGANA NA UNIÃO EUROPÉIA



A União Europeia ganha o Prêmio Nobel da Paz 2012
X
Nove em cada dez ciganos abaixo do limiar da pobreza Conclusão é de um estudo da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia


Nove em cada dez ciganos a residir em onze países da União Europeia vivem abaixo do limiar da pobreza e metade diz ter sido vítima de discriminação. 

A conclusão é de um inquérito europeu, que inclui dados sobre Portugal. 

O trabalho foi realizado pela Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA), que entrevistou mais de 22.200 pessoas ciganas e não ciganas a residir na Bulgária, Eslováquia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Checa e Roménia.

No estudo, são consideradas não ciganas as pessoas «a residir na mesma área ou nos bairros mais próximos dos ciganos entrevistados». «Os resultados apresentam um quadro sombrio da situação dos ciganos que foram inquiridos», revela a FRA, que aponta que «a comparação com os não ciganos que vivem nas proximidades revela diferenças significativas quanto à sua situação econômica».

Os dados da FRA revelam que, «em média, cerca de 90 por cento dos ciganos entrevistados vivem em agregados familiares com um rendimento equivalente abaixo do limiar de pobreza nacional».

Em média, cerca de 40 por cento dos ciganos entrevistados vivem em agregados familiares onde alguém foi para a cama com fome pelo menos uma vez, no último mês, por não ter dinheiro para comprar comida, lê-se no documento.


De acordo com os resultados do inquérito, apenas um em cada três tem emprego remunerado e cerca de 45 por cento vive em habitações que não têm pelo menos uma das seguintes instalações básicas: cozinha, casa de banho, chuveiro ou banheira e eletricidade. 

Em matéria de educação, e especificamente em relação ao ensino superior, Portugal é o país que apresenta piores resultados, com uma média de menos um cigano em cada dez a completar o ensino superior.

Já em relação às crianças com idade igual ou superior a quatro anos que frequentam o pré-escolar, em Portugal o valor ronda os 55 por cento, contra mais de 90 por cento de crianças não ciganas. 

O inquérito revela também existir ainda uma percentagem (cerca de 2,5 por cento) de crianças ciganas em Portugal, com idades entre os sete e os 15 anos, que não vão à escola.

No que diz respeito ao emprego, o inquérito revelou «importantes discrepâncias entre os ciganos e os não ciganos em França, Itália e Portugal», onde apenas um em cada dez ciganos com idades entre os 20 e os 64 anos disse ter trabalho remunerado.

NOSSOS PARABÉNS A UNIÃO EUROPÉIA!

Cristiano Torres

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Ofícios tradicionais Ciganos


O que são e o que representam os ofícios tradicionais ciganos?

O significado da palavra tradição é utilizado para designar a transmissão de costumes e praticas, pela via oral ou por hábitos de valores que são passados de geração a geração. Por sua vez, a palavra ofício corresponde, no caso dos ciganos, não ao trabalho e ou profissão apenas; mas, principalmente quanto ao modo de vida.

Sim, os ofícios ciganos constituem “o modo de vida” que alguns grupos utilizam e ou utilizavam para sobreviver. E esses ofícios envolvem os procedimentos e processos racionais e práticos de manufaturar a matéria prima de tal forma que o produto final possa satisfazer as necessidades humanas.

Os ofícios tradicionais são tão importantes que muitos grupos se autodenominam com o nome da profissão. Exemplo, os Calderash (caldeireiro).

Mas os ofícios tradicionais basicamente podem ser divididos em três categorias: artesanato, comércio e entretenimento.

Assim podemos relacionais os seguintes ofícios:

Artesanato

Calderash - a palavra vem da língua Romena e significa caldeireiro, aquele que faz artesanalmente potes, tachos, panelas e outros utensílios domésticos feitos de alumínio e cobre.

Kovatsa - a palavra vem da língua Húngara e significa ferreiro, aquele que faz artesanalmente ferraduras, rodas, panelas e outros utensílios domésticos feitos de ferro.

Aurari – a palavra vem da língua Romena e significa ourives, aquele que faz artesanalmente anéis, alianças e outras joias, feitas de ouro, prata e cobre.

Lingurari – a palavra vem da língua Romena e significa colher, aquele que faz artesanalmente colheres entalhadas da madeira.

Tsurara – a palavra vem de línguas eslavas e significa peneira, aquele que faz artesanalmente peneiras.

Sepecides –a palavra vem da língua Romena e significa cesto, aquele que faz artesanalmente cestos de palha, junco e vime.

Balanara ou Balajara – a palavra vem de línguas eslavas e significa cocho, aquele que faz artesanalmente recipiente de madeira onde se dá alimentos aos animais.

Bugurdzje – a palavra vem de línguas eslavas e significa broca, aquele que faz artesanalmente brocas de ferro endurecido para madeira.


Comércio 

Lovara – a palavra vem da língua húngara e significa “cuida de cavalo”, aquele que cria e vende cavalos.


Entretenimento

Bashavno ou bahsmaskro -palavra da língua Romani que significa, músico, aquele que se apresenta publicamente cantando ou tocando algum instrumento. 

Lautari – a palavra vem da língua romena e significa violinista, aquele que vive de tocar o violino.

Ursari – a palavra vem da língua romena e “ursar” significa, cigano, mas neste caso é o cigano que adestra o urso e realiza apresentações públicas.


Fonte:http://www.embaixadacigana.com.br