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quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

Shuvani - Bruxa cigana








KI SHAN I ROMANI, 
ADOI SAN’ I CHOV’ BANI.


AONDE OS CIGANOS VÃO,
EU SEI QUE AS BRUXAS ESTÃO.







A palavra  romani para designar “bruxa” é shuvihani (cujo masculino é shuvihano), mas algumas vezes ela é abreviada para shuvani e, em certas regiões, a sua referência é shu’ni. (Há também uma outra forma que é chuvihani.) O significado dessa palavra é “bruxa”, apesar de a sua significação mais antiga ser “uma pessoa sábia”: alguém que possui o conhecimento de todos os aspectos do oculto.


No interior da sociedade cigana, a importante função de abençoar e amaldiçoar, de curar e provocar doenças... a chuvihani é aquela pessoa que tanto é respeitada pela sua sabedoria como pelo seu entendimento das crenças e práticas mágicas. Ela também é quem detém todo o saber dos tabus sociais e dos ritos e rituais mágicos, tais como o batismo e o casamento. Não há cigano que a considere, seja la em que momento for, como uma pessoa maléfica ou repugnante. Para eles, ela é simplesmente aquela que possui um conhecimento singular, além de ter um poder que, de acordo com seus desejos, poderá ser usado para o bem ou para o mal.

Eric Maple, no Livro THE DARK WORLD OF WITCHES (LONDRES: ROBERT HALE, 1972), diz o seguinte: 


"Os historiadores observaram que houve um súbito ressurgimento da bruxaria e feitiçaria ao século quinze, e não há a menor dúvida de que a chegada dos ciganos foi uma das causas para tal evento. Esse povo nômade chegou à Europa por volta do século catorze, provavelmente oriundo da Ásia. Trazendo com ele as práticas mágicas que estavam adormecidas na Inglaterra desde que a fé cristã se expandiu."


Pois existe realmente uma possibilidade bem clara de que a chegada dos ciganos tenha sido a centelha que desencadeou o ressurgimento do paganismo e da prática da magia.



Eles podem ter sido charlatões sob diversos aspectos, mas não se tem como acusá-los de não possuírem certos poderes mágicos. Por isso que é afirmado que a fraude, o logro e a trapaça não foram a sua única bagagem ao longo de tantos séculos. Conforme nos diz o velho ditado, “onde a fumaça, há fogo”, talvez isto seja de alguma forma aplicado aqui. Mas apesar, de tudo, os ciganos também foram os Mantenedores dos Antigos Mistérios e vêm sendo, pelos séculos, um manancial do conhecimento mágico ao redor do mundo.

Existem muitas superstições no seio da tradição cigana. Assim, augúrios, tabus e profecias, tudo isso faz parte da vida desses nômades. Além disso, eles crêem nos espíritos- da terra, do ar, da floresta e do campo. 

As shuvanis são justamente aquelas que conseguem comunicar-se com tais espíritos, e o fazem com certa regularidade. Entretanto, dentre os grupos de espíritos, três se destacam de modo especial: 

Os do ar são bastante independentes e tanto podem ferir como ajudar os humanos. Parece que eles se sentem mais gratificados quando conduzem os humanos para o mau caminho! 
Por outro lado, os da terra são reiteradamente descritos como “nobres”. São amigáveis e estão sempre dispostos a dar um bom conselho. 
Já os espíritos da água constituem um caso à parte. Ao mesmo tempo que são gentis e ajudam os humanos, eles podem ser por demais vingativos e, se não forem completamente maléficos, não serão nem um pouco agradáveis.

“As mulheres se superam nas manifestações de certas qualidades associadas com os mistérios e as influências e poderes ocultos”. 

De fato, a quantidade existente das shuvanis é bem maior do que a dos shuvanos apesar de estes últimos serem tão considerados quanto as primeiras.
A magia dos ciganos não se reduz a trapaças, mesmo que também recorram a esse expediente. No fundo eles crêem, com muita convicção, em si mesmos e nos seus encantamentos, e por isso exercitam a magia para uso próprio. Além disso, eles acham que inúmeras mulheres, e uns poucos homens, têm a posse genuína dos poderes sobrenaturais herdados e parcialmente adquiridos.

Na verdade, não existe qualquer tipo de “cerimônia de iniciação” para fazer com que uma pessoa se torne uma shuvani ou um shuvano. Pois essa condição é alcançada a partir de um treinamento gradual, que seja ele monitorado ou solidário. Ou seja, o aprendizado só vem com o decorrer do tempo.
Em se tratando de magia, nunca se apresse! Pois são vários os atos mágicos que precisam ser realizados no tempo certo, que seja numa determinada hora do dia ou da noite, ou mesmo num certo período do mês. Portanto, não deixe de planejar com esmero tudo aquilo que deverá se feito.

Jamais tente trabalhar com a magia, movido apenas pelo impulso momentâneo, uma vez que raramente se consegue o sucesso quando se age assim. A magia- ou melhor, a magia bem-sucedida- vai sempre depender da energia, especialmente da energia da pessoal de quem a esta realizando. Porque essa energia (ou “poder”, ou qualquer nome que se queira dar a ela) é absorvida pelos instrumentos que são fabricados e manipulados, pelas palavras que são enunciadas, pelas ações que são representadas , e ainda pelo direcionamento dado no sentido de se obter o resultado.
Procure realizar apenas a magia positiva. Certifique-se com cuidado, de que aquilo que você irá fazer não causará dano a nenhum ser. Aliás, faça mais do que isso; assegure-se de que o seu ato mágico não irá interferir no livre-arbítrio de ninguém.

Como já mencionei aqui, os Ciganos têm sido identificados com as Bruxas e Feiticeiros, pelo menos desde o século quinze. Pois, para se sustentarem vivos, eles se viram obrigados a fomentar a crença de que retinham certo tipo de conhecimento arcano e de que realmente eram adeptos das artes ocultas. Mais tarde, essa fama implicou com fogueira para os ROM , uma vez que as pessoas de várias regiões presumiam que eles mantinham tratos com o demônio. E a prova disso esta numa cena comum daquela época, na qual a população, ao assistir ao ciganos adestrando os animais e vendo, por exemplo, um cachorro andando sobre duas patas, concluía que isso só podia ser fruto de algum tratado firmado com o Diabo!
Os ciganos eram confundidos com as bruxas, em razão de sua concepção sobre sabás que, na época, eram bastante populares. Toda população sabia que as bruxas realizavam os sábas nas florestas ou nas encruzilhadas das estradas. E talvez acontecessem situações em que os moradores da cidade, passando tarde da noite por uma estrada, tenham se deparado com algum grupo de ciganos tocando as suas canções, comendo, bebendo, e que estivesse acampado na floresta ou em alguma encruzilhada depois de ter viajado o dia todo.


Aos olhos do cidadão comum, que normalmente morria de medo das bruxas, aquilo que ele via nada mais era senão um dos seus sabás! Também é expressado a opinião de que as músicas e danças dos ciganos aproximavam-se bastante daquelas que as bruxas realizavam. 


O seu estilo de vida nômade dos ciganos fez com que eles fossem tendo uma proximidade estreita com as ervas e flores selvagens, que iam encontrando pelos caminhos. Produziram remédios, a base de ervas, para os médicos das tribos, além de vendê-los para os habitantes dos vilarejos, dizendo que eram elixires mágicos. E, se estabeleciam um contato íntimo com a natureza, de igual modo como as bruxas, é bem provável que tenham cultuado divindades idênticas com nomes diferentes. As bruxas possuíam um vasto conhecimento a respeito das ervas.


A ligação estabelecida entre ciganos, bruxas e feiticeiros durante o período da Idade Média não foi inteiramente incorreta, já que os ciganos possuem um conhecimento que, apesar da tradição própria dos romani, poderia ser classificado como “Antiga Feitiçaria”,ou seja, a feitiçaria praticada pelos antigos pagãos.
Em suma, o conhecimento das ervas para o emprego na cozinha, na cura e nos incensos; a utilização dos oráculos e dos augúrios para auxiliar nas decisões, a feitura de feitiços e encantamentos para direcionar os acontecimentos: tudo isso compõe a bagagem dos mistérios dos ciganos.


Eles acreditam piamente em coisas tais como mau-olhado, maldição, magia negra e muito mais. E, em função dessas crenças, detêm vários modos de limpeza espiritual e exorcismo.
Entretanto, os ciganos não tem o hábito de lançar feitiços e maldições sobre outros,mas certamente nunca hesitarão em mandar de volta a negatividade que por exemplo um gadjo lhes tenha enviado.

Ao perceberem que algum mal lhes foi direcionado, sem que consigam identificar quem assim o fez, não são poucas as maneiras que eles têm para se livrar disso. E é exatamente a shuvani, a bruxa cigana, que é especialista nesses assuntos.

Os ROM levam em consideração o “ mau-olhado “ . Para eles, é perfeitamente possível que uma pessoa possa fazer o mal à outra apenas com o olhar, apesar de esse tipo de mal nem sempre ser liberado, já que muita gente carrega o mau-olhado sem dar conta disso.


Fonte - http://sagamistica.blogspot.com.br

domingo, 17 de janeiro de 2016

Os Vurdons (Vagões ciganos)



Originalmente os Romanichal (ciganos britânicos) viajavam a pé , ou com carroças puxadas por cavalos, sobre as quais dobravam galhos flexíveis, em forma de meio círculo, onde prendiam uma cobertura impermeável. Nem todos os grupos se deslocavam dessa forma, sendo que muitos nunca andaram de vurdon. Mas os Romanichal e os Sinti-Manush tornaram-se exímios fabricantes dos vurdon.

O grupo de ciganos Romanichal chegou as ilhas britânicas em 1500 d.c, mas somente  iniciaram as caravanas (a vida dentro dos vurdon) em 1850.
Os vagões foram utilizados pela primeira vez como forma de alojamento, na França em 1810 por ciganos Sinti- Manush que trabalhavam como circenses.
Estes vagões foram chamados de vardo na lingua Romani (originário da palavra vurdon do iraniano).

Não há simbolo Romani (cigano) mais emblemático ou reconhecível do que um vurdon utilizado ainda hoje por ciganos do grupo Romanichal.
A construção de um vurdon levava em média de seis meses a um ano e podia ser feito de uma variedade de madeiras incluindo carvalho, freixo,olmo, cedro e pinho na sua construção.

Existem seis tipos de vurdon que diferem na forma, tamanho, no posicionamento das rodas,da cobertura, etc. vejamos como eles eram construídos:

Vurdon Burton
Originalmente o vagão Burton  possuía rodas pequenas, que não era adequado para utilização fora da estrada. Possuía esse nome, pelo fato de ter sido construído na cidade de Burton, na província de British Columbia.

Vurdon Vassoura
O vagão vassoura tinha características distintas: uma meia porta com persianas de vidro, localizadas na parte de trás, e não tinha claraboia no telhado. O exterior era equipado por prateleiras que permitiam aos ciganos transportar itens comerciais, como vassouras, escovas,cadeiras de vime e cestas que eram vendidas em cada cidade que passava.

Vurdon Reading
Ele data de 1870 e leva esse nome, pois é o nome do construtor "Dauton and Sons of Reading". Este foi altamente valorizado pelos ciganos pela sua concepção estética, beleza e praticidade para cruzar lugares rasos dos rios,e terrenos acidentados.
O vurdon Reading tinha quase 3 metros e meio de comprimento, uma varanda na frente e nos fundos. As rodas traseiras de 18 polegadas maiores do que as da frente, possuía cabeças de leão e gárgulas esculpidas nos acabamentos e pintadas com pó de ouro.

Vurdon Elevado
O desenho caracteristico de ampla extremidade fazia com que esse vurdon fosse chamado de casa de campo, pois tinha uma estrutura mais robusta, com sala de estar, teto abobadado, 4 metros de altura, varanda em cada extremidade, sendo que o telhado da varanda era apoiado em suportes de ferro e as paredes altamente ornamentadas com arabescos e esculturas.

Vurdon Frente Alta
Construído com base na concepção do vurdon elevado , este era significativamente mais leve e menos propenso a virar com um vento forte. O projeto incorporou uma capota de lona leve , apoiado por uma estrutura de madeira (esta pintada de verde, para ser menos perceptível na floresta).

Vurdon Muito Aberto
Quase idêntico em tamanho e construção ao vurdon frente alta,este contava com o mesmo desenho mas com uma cortina no lugar da porta de outros vagões. A entrada do vagão era coberta apenas com uma cortina de pano.

A decoração dos vurdons
Os vurdons eram decorados por entalhes feitos à mão e ricamente pintados com simbolos tradicionais ciganos, tais como incluindo cavalos, pássaros, leões, flores e aplicação de latonagem em folhas de ouro.


Fonte : http://www.embaixadacigana.org.br/cultura_identidade.htm#vurdon

segunda-feira, 31 de março de 2014

Wagon gipsys e seus interiores









                                                                                                                                                                               
                                                                                                                             














                                                                                                                                                                 



















quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

A Lua para os ciganos



Para o Povo Cigano, a Lua Cheia é o maior elo de ligação com o “sagrado”, quando são realizados mensalmente os grandes festivais de consagração, imantação e reverenciação à grande “madrinha”. 

As celebrações da Lua Cheia acontecem todos os meses em torno das fogueiras acesas, do vinho e das comidas, com danças e orações. Também para os Ciganos tudo é vida, é“maktub” (está escrito nas estrelas), por isso são atentos observadores do céu e verdadeiros adoradores dos astros e dos sidéreos. 

Os ciganos praticam a Astrologia da Mãe Terra respeitando e festejando seus ciclos naturais através dos quais desenvolvem poderes verdadeiramente mágicos.

Para os Ciganos no plano mental a lua representa nosso inconsciente e as nossas emoções. Cada uma destas fases influencia nossa sensibilidade, nossa disposição e, portanto nossas atividades. 

As fases da lua são muito importantes na magia cigana, como em qualquer outra magia, portanto devemos respeitar as forças da natureza.

 Lua Nova – é o momento da germinação, na busca de novos caminhos. Ficamos mais introspectivos e indecisos. Não é um bom momento para tomarmos decisões. É a época de deixarmos amadurecer nossos propósitos e ideais.



 Lua Crescente – nossas idéias e emoções tornam-se pouco a pouco, mais claras. Ficamos mais objetivos. É o momento de colocarmos em prática o que planejamos. Tornamo-nos mais sociáveis.

 Lua Cheia – simboliza a plenitude. Ficamos mais receptivos.Nosso inconsciente aflora mais facilmente. Tudo que planejamos chega ao seu nível máximo de potencialidade.




 Lua Minguante – este é o período de avaliação daquilo que foi feito. É o momento de terminar tudo que foi iniciado nos ciclos interiores. Ficamos extremamente sensíveis.

Fonte :ciganocurandeiro.blogspot.com/                  

sábado, 10 de agosto de 2013

A ASTROLOGIA DOS CIGANOS


Os ciganos carregam em si magias e mistérios que ultrapassam os limites do tempo. Criam suas próprias leis, amam a natureza, exaltam as criaturas divinas e acreditam num Deus poderoso, soberano, bondoso e justo. 

Com a peregrinação pelo mundo afora, muitas lendas se teceram em volta de suas histórias, porém, sabemos que eles precisavam cultuar hábitos e crenças próprias que estivessem intimamente ligadas ao seu cotidiano e ao meio em que pertenciam.

Os ciganos, como todos os povos da terra, amam a Deus. E através da observação das estrelas criaram sua astrologia pouco ou nada divulgada aqui no ocidente. 

Como a astrologia dos caldeus, a dos ciganos tem também doze signos. Cada um deles tem sua características, planetas regentes, influência e lendas,determinam características de personalidade e regem algumas datas específicas que se repetem todos os anos.

Para eles a "Astrologia Cigana" não é uma ciência, como a Astronomia mas pode revelar de forma mágica os mistérios do mundo dos humanos.


Foi criada por KAKUS, ( Feiticeiros) ciganos em suas caminhadas pelas estradas banhadas de luar e pelas lendas vindas da Índia e também das passagens deste povo pela Babilônia e pelo Egito.
Os gregos foram os primeiros a traçar horóscopos individuais, tendo por base a posição dos planetas. Em sua estada na Grécia, os ciganos, sempre ligados em assuntos místicos, aprenderam algo desta técnica e aprimoraram de acordo com o que acreditavam.

Cores, metais, pedras, plantas, perfumes e animais foram ligados a cada signo, e claro, os quatro Elementos, terra, água, fogo e ar que para os ciganos mostram as características de cada pessoa.

Os ciganos, como todos os povos místicos, levam a sério a astrologia. Procuram conhecer as leis dos céus e suas regras. Os ciganos, os caldeus, os magos e pensadores antigos buscavam encontrar respostas para usar em seu próprio beneficio. Os ciganos usam até hoje estes conhecimentos da Astrologia em suas negociações, nos oráculos e claro, nos seus Rituais.


Os ciganos não vivem e não fazem nada sem olhar para o céu e ver como está a Lua. Cada fase é indicada para resolução de um problema, de uma doença, enfim, para tudo os Ciganos usam os conhecimentos de Astrologia e dos quatro elementos.

Os ciganos chamam a constelação do hemisfério norte de caçarola até hoje. Na idade média e para os ciganos Kalderach, ela se chama a carruagem. Os antigos gregos a chamaram de Ursa Maior. Assim, os nomes para as constelações e os signos zodiacais podem mudar de povo para povo.

Toda astrologia antiga acreditava também na força dos quatro elementos: fogo, ar, água e terra e para os ciganos esses elementos são as representações máximas do Universo e as suas criações, por isso os signos ciganos estão intimamente ligados a esses elementos, sendo que os mesmos mostram também as características de cada pessoa. 

Cores, metais, pedras, plantas, perfumes e animais foram ligados a cada signo.
Muitos povos viu as constelações de modo diferente e deu nomes aos signos de acordo com o que acreditavam ou sabiam.


Desde os tempos antigos que cada um dos 12 signos está ligado a uma parte do corpo. O primeiro signo, Áries/Punhal, está associado à cabeça e o último signo, Peixes/Capela, está ligado aos pés. Os outros signos nos ligam a outras partes do corpo. Nos tempos primitivos, a astrologia estava ligada à medicina.

A astrologia cigana hoje é estudada como um caminho de auto conhecimento, para entender os bloqueios que nós geramos, as pré-disposições que trazemos. Com estas informações compreendemos a nós e o próximo, gerando relacionamentos harmoniosos nas nossas vidas.


Para os ciganos os signos eram chamados por nomes um tanto diferentes: Punhal, Coroa, Candeias, Roda, Estrela, Sino, Moeda, Adaga, Machado, Ferradura, Taça e Capelas. Esses doze signos ciganos correspondem aos doze signos do zodíaco e carregam em si a magia de um povo que acredita na vida com alegria. Os ciganos sempre foram ligados em quiromancia e muitas outras formas de adivinhação e magia. Usavam esses caminhos para se conectar com as forças superiores e receber as mensagens dos deuses.

Por ser uma cultura passada de geração em geração através da palavra falada e não da escrita, não existe ainda até os dias de hoje registros concretos sobre as origens e descobertas da astrologia cigana, assim como a própria origem deste povo também.







sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A magia da canela

       Cinnamon with a red ribbon, isolated white background sucks Stock Photo - 9495161




A canela é uma erva maravilhosa para amor, dinheiro e sucesso. 

Faça um saquinho verde ou dourado e encha com canela e use como um amuleto de cura, dinheiro e sucesso.

Pode  fazer também um saquinho roxo cheio de canela para ser usado para aumentar suas forças mágicas e ou poderes psíquicos. 

Também pode confeccionar um saquinho rosa ou vermelho cheio de canela para atrair o amor ou paixão.

Outra opção é fazer um saquinho branco cheio de canela para aumentar sua espiritualidade e conferir proteção.

sábado, 13 de outubro de 2012

FELIZ DIA DA CRIANÇA CIGANA NA UNIÃO EUROPÉIA



A União Europeia ganha o Prêmio Nobel da Paz 2012
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Nove em cada dez ciganos abaixo do limiar da pobreza Conclusão é de um estudo da Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia


Nove em cada dez ciganos a residir em onze países da União Europeia vivem abaixo do limiar da pobreza e metade diz ter sido vítima de discriminação. 

A conclusão é de um inquérito europeu, que inclui dados sobre Portugal. 

O trabalho foi realizado pela Agência dos Direitos Fundamentais da União Europeia (FRA), que entrevistou mais de 22.200 pessoas ciganas e não ciganas a residir na Bulgária, Eslováquia, Espanha, França, Grécia, Hungria, Itália, Polónia, Portugal, República Checa e Roménia.

No estudo, são consideradas não ciganas as pessoas «a residir na mesma área ou nos bairros mais próximos dos ciganos entrevistados». «Os resultados apresentam um quadro sombrio da situação dos ciganos que foram inquiridos», revela a FRA, que aponta que «a comparação com os não ciganos que vivem nas proximidades revela diferenças significativas quanto à sua situação econômica».

Os dados da FRA revelam que, «em média, cerca de 90 por cento dos ciganos entrevistados vivem em agregados familiares com um rendimento equivalente abaixo do limiar de pobreza nacional».

Em média, cerca de 40 por cento dos ciganos entrevistados vivem em agregados familiares onde alguém foi para a cama com fome pelo menos uma vez, no último mês, por não ter dinheiro para comprar comida, lê-se no documento.


De acordo com os resultados do inquérito, apenas um em cada três tem emprego remunerado e cerca de 45 por cento vive em habitações que não têm pelo menos uma das seguintes instalações básicas: cozinha, casa de banho, chuveiro ou banheira e eletricidade. 

Em matéria de educação, e especificamente em relação ao ensino superior, Portugal é o país que apresenta piores resultados, com uma média de menos um cigano em cada dez a completar o ensino superior.

Já em relação às crianças com idade igual ou superior a quatro anos que frequentam o pré-escolar, em Portugal o valor ronda os 55 por cento, contra mais de 90 por cento de crianças não ciganas. 

O inquérito revela também existir ainda uma percentagem (cerca de 2,5 por cento) de crianças ciganas em Portugal, com idades entre os sete e os 15 anos, que não vão à escola.

No que diz respeito ao emprego, o inquérito revelou «importantes discrepâncias entre os ciganos e os não ciganos em França, Itália e Portugal», onde apenas um em cada dez ciganos com idades entre os 20 e os 64 anos disse ter trabalho remunerado.

NOSSOS PARABÉNS A UNIÃO EUROPÉIA!

Cristiano Torres