Sejam bem vindos !!!

domingo, 30 de janeiro de 2011

ALTAR CIGANO

ALTAR DE SANTA SARA KALI
(Padroeira do Povo Cigano)
acender_velas_ae  altar_de_santa_sara_kali-a&e  acender_velas_ae


Oração a Santa Sara Kali:

Sara, Sara, Sara…
Foste escrava de Jose de Arimateia
No mar foste abandonada (pedir para que nada nos abandone: amor, dinheiro, felicidade, saúde, etc).
Seus milagres no mar se sucederam
E como Santa te tornastes, a beira do mar chegastes e os ciganos te acolheram.
Sara, rainha, mãe dos Ciganos, ajudastes e a ti eles consagraram como sua protetora e mãe vinda das águas.
Sara, mãe dos aflitos.
A ti imploro proteção para o meu corpo
Luz para meus olhos enxergarem ate no escuro (pedir para os seus olhos vidência)
Luz para o meu espírito e amor para todos os meus irmãos: brancos, negros e mulatos, enfim a todos os que me cercam.
Aos pés de Maria Santíssima tu, Sara, me colocaras e a todos que me cercam, para que possamos vencer as agruras que a Terra oferece.
Sara, Sara, Sara, não sentirei dores nem tremores, espíritos perdidos não me encontrarão e assim como conseguistes o milagre do mar, a todos que me desejarem mal, tu com as águas me fará vencer (quando a pessoa não estiver bem e quiser resolver algo muito importante, deve beber 03 goles de água).
Sara, Sara, Sara, não sentirei dores nem tremores.
Continuarei caminhando sem parar assim como as caravanas passam, no meu interior tudo passara e a união comigo ficara e sentirei o perfume das caravanas que passam deixando o rastro de alegria e felicidade, teus ensinamentos deixaras.
Amai-nos Sara, para que eu possa ajudar a todos que me procuram, ajudados pelos poderes de nossos irmãos ciganos.
Serei alegre e compreensiva com todos que me cercam.
Corre no céu, corre na terra, corre no mundo e Sara, Sara, Sara, estarás sempre na minha frente, sempre atrás, ao lado direito e ao lado esquerdo e assim dizemos: Somos protegidos pelos ciganos e pela Sara que me ensinara a caminhar e a perdoar.

domingo, 23 de janeiro de 2011

ORÁCULOS CIGANOS



Muitos são os oráculos do nosso povo, porém os mais conhecidos são: cartas ciganas,leitura de mão, borra de café,bola de cristal, jogos de dados, agulhas e vidência na água.
Com a abertura de conhecimentos do plano astral para o plano terreno, muitos outros oráculos foram abertos.Entre eles, estão o oráculo com cristais e a numerologia cigana.
Todos esses oráculos têm o mesmo objetivo: direcionar e aconselhar as pessoas.
Na Antiguidade , esse oráculos serviram para aconselhar reis e rainhas, faraós e pessoas comuns.Para o nosso povo, os oráculos foram e ainda são usados como fonte de trabalho das ciganas, q ajudam na renda familiar, para quem os busca, servem de bússola para a vida.

Fonte: livro o clã ciganos de luz do astral

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Banho para a fartura e prosperidade




4 litros de água mineral
6 paus de canela pequenos
1 colher de chá de noz moscada ralada
6 folhas de louro
1 colher de sopa de erva-doce ou funcho
6 moedas douradas ou uma peça de ouro
Pétalas de rosa amarela


Num dia de lua cheia, ferva a água e acrescente os demais ingredientes, exceto as pétalas da rosa amarela. Coe. Guarde as peças de ouro e as moedas. Deixe esfriar e antes de utilizá-lo, acrescente as pétalas de rosa. Tome o seu banho habitual e utilize a mistura derramando-a generosamente da cabeça aos pés. Cubra a cabeça com uma toalha e vista-se sem enxugar-se, ou coloque um roupão.

Fonte : http://www.ciganalumiar.kit.net/magiasebanhos.htm 

TRIBUTO À UMA CIGANA





CIGANA NÃO CHORA, TRANSFORMA LÁGRIMAS EM POESIAS E A TRISTEZA SE CONVERTE EM HARMONIOSAS MELODIAS...
CIGANA SECA AS LÁGRIMAS DANÇANDO DE UMA GRANDE FOGUEIRA, SIMULANDO ENORME LABAREDA, REQUEBRANDO COMO ODALISCA FACEIRA. 
ACALANTO DE CIGANA É PANDEIRO ESTENDE AS MÃOS À LIBERDADE.


CIGANA CANTA, DANÇA E TOCA LIBERTANDO DO PEITO A SAUDADE. 
LÁGRIMA DE CIGANA É ORAÇÃO, SÚPLICAS EM NOTAS MUSICAIS, MISTÉRIOS JAMAIS REVELADO, RETIDO NAS PÁLPEBRAS ANGELICAIS. 
CIGANA NÃO CHORA, RETÉM PRANTO NO ALTIVO OLHAR. IMPONENTE ERGUE OS BRAÇOS A BAILAR QUAL FEITICEIRA NAS NOITES DE LUAR....


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CONTEXTO HISTÓRICO GERAL DO POVO CIGANO


Influências na Espanha

Segundo a tradução de Cristina Schafer, de um artigo traduzido da revista alemã Halima/1999, do texto de autoria de Karol H. Harding, os ciganos...

“vieram da Índia e emigraram até a Espanha, para a região de Andaluzia. O nome espanhol dos ciganos é "gitano". O idioma dos ciganos é o romanês e contém em sua maioria palavras derivadas do antigo sânscrito (conforme pesquisa de Grellman), que era falado no noroeste da Índia. Mas por todos os países que passavam, assimilavam palavras de idiomas locais, por isso encontramos palavras do turco, grego e armênio. Em cada país eram chamados por outros nomes:Luri no Beluchistão/ Luli no Iraque / Karaki ou Zangi na Pérsia / Kauli no Afganistão / Cingan ou Tchingan na Sïria e na Turquia / Tsiganos ou Atsincani na Grécia / Roma ou Sinti na América.
Há mais de 600 anos os ciganos emigraram para a Europa, onde se dividiram em vários grupos:

1- um grupo chegou até a Inglaterra, partindo de Bizanz (Istambul), percorrendo a Sérvia e a Itália.
2- outro grupo se dividiu deste no norte da França e foi de Paris até o norte da Espanha
3- outros se espalharam pela Moldávia até a Rússia
4- outros foram para o Egito e de lá para a Andaluzia. 





Tanto o povo cigano como o andaluz, eram orgulhosos por manter suas tradições. Eram muito individualistas e leais à instituição familiar. Assim nasceu a sociedade do flamenco. Esta palavra "flamenco" designava ciganos, pessoas sem posse de terra, derivado do árabe das palavras "fellahu" e "mengu", que significava "o camponês errante". A sociedade espanhola associava a esta palavra os ciganos, ou o estilo de vida cigana. Tal estilo incluía a arte da música flamenca, a dança e a tourada. Como os ciganos eram intrusos no país, muitas leis foram feitas contra eles. Entretanto, a inquisição espanhola nunca conseguiu provar nada contra, se tinham uma religião ou não, pois eles eram espertos. A cultura dos ciganos é tida como uma cultura de estranhos e geralmente imagina-se um povo alegre e feliz, mas a música que tocavam entre si era muito trágica, triste e vingativa, pois sua vida real só era manifestada entre eles. Para o mundo de fora, só cantavam músicas alegres, que é o que se esperava realmente. Tinham uma vida difícil e tentavam ganhar dinheiro de todos os modos. Assim, aproveitavam as apresentações de música e de dança por todos os lugares que passavam, levando seus ritmos e músicas que se mesclavam com os da cultura local. Desta forma, foram trazidos ritmos indianos mesclados com melodias islâmicas para a Andaluzia. Pode-se ouvir a nítida influência árabe na música flamenca, e também na dança, os movimentos de quadril e expressão de fortes sentimentos e emoções, são de natureza árabe. Os ciganos acreditam que espíritos e entidades os acompanham no dia a dia. Um artista tem que esperar que um ente se aposse dele e inspire-o para que seja capaz de fazer a arte verdadeira. Este sentimento profundo criou o "canto jondo" na Andaluzia, um canto de tristeza profunda, que se contrasta com o "canto flamenco". O estilo de dança flamenca, com seus movimentos característicos de braços e de tronco, tem uma certa similaridade com a dança clássica persa, como também com a dança moderna da Ásia Central, Enquanto que na dança moderna árabe, os movimentos são centrados na região do ventre e os braços se mantêm na altura dos ombros. Na dança flamenca e persa, os movimentos são centrados na região do tórax e é usado o máximo de espaço acima da cabeça para executar os graciosos movimentos de braços e mão.”




Segundo Karol Henderson Harding, os ciganos combinaram os complexos ritmos indianos com as melodias islâmicas, resultando em temas para Andalusia. É possível perceber a forte influência árabe na música flamenca, isso, porque eles passaram pelos países árabes antes de chegar à Espanha, e também porque em determinada época da história, os árabes dominaram a região.

Um certo documento data a entrada dos ciganos na Espanha em 1447.
Esse grupo teria se chamado a si mesmo de "ruma calk" (homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata). Eles trouxeram a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", tanto que essa palavra vem do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo) e passou a ser sinônimo de "cigano andaluz" à partir do séc. XVIII.

Esta outra teoria dez que durante quase meio século, conseguiram obter passaportes concedidos pelo Papa, pelo imperador da Alemanha e por todos os governadores da Europa para peregrinar e pedir esmolas durante 50 anos. Foi quando, então, passaram acampar durante a noite do lado de fora dos muros da cidade a que tinham acesso com esses passaportes. Suas habilidades eram conhecidas, facilidade em aprender idiomas, um grande acervo de seus conhecimentos tribais de dança, canto, habilidade com os metais e no trato com os animais, e a prática da necromancia indiana, e quiromancia.

Fonte: Simone Oh Coel Osab - 

http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.