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quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

CONTEXTO HISTÓRICO GERAL DO POVO CIGANO


Influências na Espanha

Segundo a tradução de Cristina Schafer, de um artigo traduzido da revista alemã Halima/1999, do texto de autoria de Karol H. Harding, os ciganos...

“vieram da Índia e emigraram até a Espanha, para a região de Andaluzia. O nome espanhol dos ciganos é "gitano". O idioma dos ciganos é o romanês e contém em sua maioria palavras derivadas do antigo sânscrito (conforme pesquisa de Grellman), que era falado no noroeste da Índia. Mas por todos os países que passavam, assimilavam palavras de idiomas locais, por isso encontramos palavras do turco, grego e armênio. Em cada país eram chamados por outros nomes:Luri no Beluchistão/ Luli no Iraque / Karaki ou Zangi na Pérsia / Kauli no Afganistão / Cingan ou Tchingan na Sïria e na Turquia / Tsiganos ou Atsincani na Grécia / Roma ou Sinti na América.
Há mais de 600 anos os ciganos emigraram para a Europa, onde se dividiram em vários grupos:

1- um grupo chegou até a Inglaterra, partindo de Bizanz (Istambul), percorrendo a Sérvia e a Itália.
2- outro grupo se dividiu deste no norte da França e foi de Paris até o norte da Espanha
3- outros se espalharam pela Moldávia até a Rússia
4- outros foram para o Egito e de lá para a Andaluzia. 





Tanto o povo cigano como o andaluz, eram orgulhosos por manter suas tradições. Eram muito individualistas e leais à instituição familiar. Assim nasceu a sociedade do flamenco. Esta palavra "flamenco" designava ciganos, pessoas sem posse de terra, derivado do árabe das palavras "fellahu" e "mengu", que significava "o camponês errante". A sociedade espanhola associava a esta palavra os ciganos, ou o estilo de vida cigana. Tal estilo incluía a arte da música flamenca, a dança e a tourada. Como os ciganos eram intrusos no país, muitas leis foram feitas contra eles. Entretanto, a inquisição espanhola nunca conseguiu provar nada contra, se tinham uma religião ou não, pois eles eram espertos. A cultura dos ciganos é tida como uma cultura de estranhos e geralmente imagina-se um povo alegre e feliz, mas a música que tocavam entre si era muito trágica, triste e vingativa, pois sua vida real só era manifestada entre eles. Para o mundo de fora, só cantavam músicas alegres, que é o que se esperava realmente. Tinham uma vida difícil e tentavam ganhar dinheiro de todos os modos. Assim, aproveitavam as apresentações de música e de dança por todos os lugares que passavam, levando seus ritmos e músicas que se mesclavam com os da cultura local. Desta forma, foram trazidos ritmos indianos mesclados com melodias islâmicas para a Andaluzia. Pode-se ouvir a nítida influência árabe na música flamenca, e também na dança, os movimentos de quadril e expressão de fortes sentimentos e emoções, são de natureza árabe. Os ciganos acreditam que espíritos e entidades os acompanham no dia a dia. Um artista tem que esperar que um ente se aposse dele e inspire-o para que seja capaz de fazer a arte verdadeira. Este sentimento profundo criou o "canto jondo" na Andaluzia, um canto de tristeza profunda, que se contrasta com o "canto flamenco". O estilo de dança flamenca, com seus movimentos característicos de braços e de tronco, tem uma certa similaridade com a dança clássica persa, como também com a dança moderna da Ásia Central, Enquanto que na dança moderna árabe, os movimentos são centrados na região do ventre e os braços se mantêm na altura dos ombros. Na dança flamenca e persa, os movimentos são centrados na região do tórax e é usado o máximo de espaço acima da cabeça para executar os graciosos movimentos de braços e mão.”




Segundo Karol Henderson Harding, os ciganos combinaram os complexos ritmos indianos com as melodias islâmicas, resultando em temas para Andalusia. É possível perceber a forte influência árabe na música flamenca, isso, porque eles passaram pelos países árabes antes de chegar à Espanha, e também porque em determinada época da história, os árabes dominaram a região.

Um certo documento data a entrada dos ciganos na Espanha em 1447.
Esse grupo teria se chamado a si mesmo de "ruma calk" (homem dos tempos) e falavam o Caló (um dialeto indiano oriundo da região do Maharata). Eles trouxeram a música, a dança, as palmas, as batidas dos pés e o ritmo quente do "flamenco", tanto que essa palavra vem do árabe "felco" (camponês) e "mengu" (fugitivo) e passou a ser sinônimo de "cigano andaluz" à partir do séc. XVIII.

Esta outra teoria dez que durante quase meio século, conseguiram obter passaportes concedidos pelo Papa, pelo imperador da Alemanha e por todos os governadores da Europa para peregrinar e pedir esmolas durante 50 anos. Foi quando, então, passaram acampar durante a noite do lado de fora dos muros da cidade a que tinham acesso com esses passaportes. Suas habilidades eram conhecidas, facilidade em aprender idiomas, um grande acervo de seus conhecimentos tribais de dança, canto, habilidade com os metais e no trato com os animais, e a prática da necromancia indiana, e quiromancia.

Fonte: Simone Oh Coel Osab - 

http://somostodosum.ig.com.br/clube/artigos.

 

2 comentários:

  1. ano esse povo de deus igual a nós mesmos !!! Admiro de coração esse povo do oriente que tem tudo a ensinar os não gitanos, tudo deles são lindo principalmente as mulheres q são arrebatadoras em seus cantos e dançãs nota 1000 para os gitanos.

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  2. O Gadje comum aprendeu muito com os gitanos devemos alegrar por isso.

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